SÃO PAULO - A proposta de correção da Planta Genérica de Valores (PGV) enviada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) à Câmara Municipal reajusta em até 700% a base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O metro quadrado em ruas de bairros como Santana, Morumbi, Lapa, Jardins, Pinheiros e Tatuapé sofreu acréscimos de pelo menos 100% no projeto.
Na avenida Giovanni Gronchi, na zona sul da capital, por exemplo, houve quadra em que o metro quadrado saltou de R$ 73,58 para R$ 589. O governo defende a atualização como forma de embutir nos imóveis a valorização no mercado ocorrida desde 2001, ano da última revisão da PGV.
Para o próximo ano, a Prefeitura de São Paulo limitou em 40% o aumento do imposto predial nas áreas residenciais. A diferença poderá ser cobrada nos próximos anos, por meio de novos reajustes ainda não definidos pelo governo. Um novo limite de aumento para os próximos cinco anos poderá ser definido em dezembro pela Câmara, durante a votação da correção da PGV. Os apartamentos também terão um teto de R$ 4.800 por metro quadrado.
O objetivo dessa trava é evitar que o valor venal usado no cálculo do imposto predial de apartamentos residenciais supere o preço do mercado nas regiões mais caras, como a Avenida Paulista, onde o metro quadrado custa até R$ 9.507. Já o metro quadrado mais barato (R$ 18) será encontrado em áreas periféricas, sem benfeitorias, como o Jardim Ângela, na zona sul.
Levantamento feito nesta quarta-feira pelo "Estado de S. Paulo" em 22 ruas, avenidas e praças de bairros de classes média e média alta indica altas que variam de 56%, na Paulista, a 700%, na Giovanni Gronchi. Região comercial reurbanizada e de onde foram retirados mais de 2 mil camelôs em 2006, o Largo da Concórdia, no Brás, teve o metro quadrado avaliado em R$ 1.728 - acréscimo de 422% se comparado aos R$ 331 estimados atualmente para a área. Vias residenciais ocupadas por prédios de classe média com até três dormitórios, caso das avenidas Sumaré, em Perdizes, e Brás Leme, em Santana, tiveram aumentos superiores a 100%.
Pois é, só estou mostrando o tipo de política que o PSDB de Kassab, Serra, Aécio, Yeda, FHC executam depois de ganhar o poder.
Note-se que nas regiões mais pobres da cidade de São Paulo o aumento do IPTU será maior!
Isto apenas é coerente com uma política elitista que deseja que os pobres desapareçam do cenário, não por ações concretas , mas por morte.....
Não venham depois dizer que não sabiam de nada......
Aqui no Sul, o PMDB esperará o último minuto para desembarcar do governo Yeda/PSDB - vai mamar até o limite - e depois, com a ajuda da mídia golpista, declarar que não tem nada a haver com o governo tucano e que é o novo.....
Pior que a nossa "politizada" classe média acredita sempre...
Pobre Rio Grande.


























